segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Sleepless... again...
Já é tarde. Na cama demasiado grande, dou voltas para um lado e para o outro, depois de um constante zapping na tv... Desligo-a por fim. Não vale a pena, continuo sem saber porque me privo de sono até altas horas da madrugada, mesmo que nada interessante o justifique.Tenho pressa de viver, misturada com o medo de não voltar a acordar... assim mesmo... como se tivesse uma qualquer doença fatal e soubesse que iria morrer a qualquer momento... certamente não ia querer passar os meus últimos suspiros de vida, a fazer algo que poderei fazer toda a eternidade... dormir... adormecida no leito da morte para todo o sempre.. Mas não é esse o caso portanto, apenas posso dizer que a minha fúria de viver me está a tirar horas de vida... qualidade de vida que não tenho por não aproveitar o dia durante o dia mas sim à tarde...
O sono por fim... o mesmo de quem chegou ao ponto máximo de exaustão. E aí, não adormeço, apago.
Tied...
Nós caminhamos. Vagueamos pelas ruas sujas e escuras, sem sentido. Caminhamos juntos, ligados por um estranho laço que insiste em nos unir.Não falamos sequer, apenas não paramos... porque parar é morrer e isso não queremos, por muito que as nossas acções contrariem esse dizer...
Olhamo-nos. Mas das nossas caras não se nota uma única resposta. Apenas o olhar de quem vê tudo mas nada compreende e por isso, olhamos em frente e caminhamos.
Quis parar quando as pernas fraquejaram, quando a sede secou os meus lábios e o calor apertou tanto, que quase me afoguei em suor... mas tu puxaste-me, arrastando-me pelas pedras frias e incertas da calçada. Para quê insistir em algo que não conhecemos? E porque obrigamos o outro a cair no mesmo abismo que o nosso? Castigo? Egoísmo? Vingança ou simples estupidez?
O laço quebrou. Rasgado e velho pelo uso, e assim corremos... eu para um lado e tu para o outro... sentidos opostos que nos fizeram perder. Corremos, paramos, pensamos e por fim, choramos. Talvez aí tenhamos tido a nossa resposta, mas de tantas esquinas que viramos, não encontramos o caminho de volta... Será que algum dia o vamos encontrar?
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Blindness
Se há coisa que mais medo tenho, é de um dia por alguma infelicidade, ficar cega...Cegueira é de facto algo que me assombra, seja visual ou mental... De uma forma ou de outra sempre tive, literalmente, "olho para a coisa", não só para evitar as pedras tortas da calçada, como para "ler" as entrelinhas de um discurso silencioso.
Mas não desta vez... fiquei cega de um momento para o outro e deixei de ter a capacidade para ver o que vai dentro de mim... Sempre foi tão fácil analisar os outros, mas não tão simples para me ver a mim mesma...
Olho-me uma vez mais ao espelho... mas nada!
Apenas uma névoa em meu redor e um enorme ponto de interrogação onde deveria estar a minha cabeça... A culpa é de alguém... uma dessas pessoas que quando nos olha parece que nos vê a alma... Não sei se gosto dessa sensação... de estar despida de roupa, pele, carne e osso... de estar susceptível a verem as minhas fraquezas e abusarem delas...
Não compreendo esse olhar que costumava ser meu... E por isso me fecho em copas, em casa, no quarto... para evitar tropeçar nas pedras da calçada sem saber o que penso e sinto.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Pensamento da noite
Se há coisa que me enerva são os falsos e_mails que circulam pela net e me chegam à caixa de correio, com histórias de ucranianos, chineses, portugueses ou sei lá mais o quê, que roubam ou matam a troco de nada... Mas será que ninguém tem mais nada que fazer? Hoje recebi um supostamente assinado por um tenente... pena é que tenha encontrado o desmentido na net com a data de 2005....Acho que isso me enerva ainda mais do que aqueles dos santinhos e o ter que enviar mil vezes a mesma mensagem a mil amigos, não vá o céu cair-nos em cima... For god sake...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
No começo da vida era assim. A inocência, o desconhecido, o mistério, o dar um passo de cada vez. Com o tempo tudo se esquece. Da importância das pequenas coisas, do olhar para o que nos rodeia em vez de olharmos apenas para nós mesmos... Corremos em vez de andar, fingimos ter paciência e perdemo-la em coisas estúpidas como uma fila de trânsito. Depois disso, e de numerosas cabeçadas na parede do nosso refúgio, a vida faz-nos parar. Vira-nos, a nós e ao que somos e fazemos, de pernas para o ar, para que possamos repensar nos erros que cometemos em cada segundo de oxigénio inspirado... E foi assim, depois de inúmeros buracos na parede do meu quarto, que percebi que andava a correr pelo motivo errado... já dizia o outro: «a pressa é inimiga da perfeição»... talvez por isso me achem distante nos últimos tempos... inimiga de quem em tempos fui amiga... mas isso sou só eu a reaprender a viver... e por isso caminho, mas desta vez em passos de bebé... Para que tudo possa ficar registado na minha memória, porque no fim, é só isso que terei...
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