... em que só me apetece mandar tudo para as favas, responder torto, bater em alguém e não querer saber... porque há dias, que nem mesmo eu me aturo!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Lunch break at work
Hora de almoço no trabalho. É hora de comer, beber, rir, telefonar, falar (bem e mal). O clube dos "tupperware's" ocupa a bancada principal, depois de terem infestado os dois microondas existentes naquele espaço, com cheiros de comidas feitas às sete da manhã, ou das sobras do jantar de ontem. Discutem o tempo... que faz lá fora e o tempo de cozedura do frango, os pratos preferidos, os últimos episódios da telenovela da noite, entre um e outro arroto. (Recentemente descobri que são elas que pegam no comando da TV para porem a "Fátima Lopes", privando-me dos episódios hilariantes de "Family Guy"...).
Noutra bancada, tal e qual as que vemos nos jogos de futebol da 2ª divisão, sentam-se separadamente os solteirões, os anti-sociais, os tímidos e ainda os que se privam a ter uma vida fora dali, parecendo ter mais 15 anos do que a idade marcada no BI! Entram mudos, comem silenciosamente (ainda estou a tentar perceber como é possível não fazer barulho com os talheres no prato mas deduzo que isso seja uma "arte" apenas possível ao fim de árduos anos de treino!), e saem calados...
Eu, sento-me onde calhar, a hora de almoço é rápida e facilmente substituída por uma sandes e um café, mas hoje, tive a infeliz ideia de me sentar perto das "mães"... que por entre fraldas sujas e birras antes da hora de dormir, me olhavam com cara de pena por eu não saber o que isso é. Sabem lá elas... toda a experiência com o meu sobrinho fez-me pensar seriamente no meu futuro... Calei, mas não consenti. Algo em mim fez despoletar uma alegria enorme por não ter de "vestir a camisola" e jogar naquele clube (de mães desesperadas)! Não me levem a mal, também eu quero ser mãe um dia, mas não aqui, não neste momento nem com estas condições actuais! Serei eu egoísta por desejar um "mundo" melhor para um filho meu? Seja... não me interessa!
Saltei da cadeira, tirei café e fui rapidamente juntar-me ao grupo do café... os mesmos que riem da estupidez alheia, os mesmos que não vêm com aquela conversa do: "Ahhh café? Faz tão maaaaaal! Açúcar? Ai não! Adoçante!", os mesmos que não querem saber se a comida é feita ou pré-feita. É que afinal, a hora de almoço é pequena demais para desperdiçar com futilidades do quotidiano!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Porque é que falo antes do tempo?
Pois... já devia calcular... strawie acordada às 7h.15m da manhã, tentando disfarçar as poucas horas de sono com a maquilhagem, música nos ouvidos e de repente: CABONG! Chuva torrencial... mas que bom... caminho em sprint para o metro e: NADA! Pára a chuva... Metro cheio.. de pessoas que se apertam e empurram, de guarda-chuvas molhados que me molham mais do que a chuva... Destino final... Mais chuva! Mais um sprint, ligo o pc, preparo tudo... ainda dá para ir buscar um café... venho cá fora e: FRIO! Mas? Bolas!... Volto para dentro... a colega do lado decidiu acordar com os pés fora da cama e decide pegar-se comigo... "A sério? Queres mesmo sentir o peso da minha mão logo pela manhã?"... E continua... blá blá blá... porque isto e aquilo... CALA-TE!!! Chefe a olhar e a rir de fininho... strawie irritada e sem vontade de estar ali a aturar criancinhas em corpo de mulheres mal formadas!Acham que adiantou? Nem os 9 anos que me amadureceram em relação a ela são dignos de respeito pela fedelha! Parto para a ignorância, dois pares de berros e insultos bem articulados e pensados, calaram-na o resto do dia... Mas nem assim... tudo acabou por se transformar num dia de cão! Só melhorou com um lanchinho especial na companhia perfeita de quem entende os meus ataques de raiva de segunda feira!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Conversa da noite
E ontem foi dia de sair... boa companhia e algumas cervejas depois, nem me perguntem como ou porquê, a conversa foi parar nos urinóis... Mas que raio de conversa... e porque é que de repente todo o cheiro a urina passou a lágrimas de riso? É fácil... estava eu longe de imaginar as peripécias masculinas numa simples ida ao WC... pensavam que eram os únicos? Naaaaa! E esta foto prova que mais gente é igual... não sei do que ri mais... se das histórias dos urinóis ou do espanto entre dois homens que riam porque descobriram que afinal fazem o mesmo!
Era de imaginar não? As mulheres não podem ser muito criativas neste aspecto, sentam-se e fazem... os homens de pé, calculei que não ficassem ali a olhar para a parede... mas daí até marcarem golos fictícios com as bolas de naftalina??? Ou descascarem a tinta dos urinóis pintados? Mas que raio? E eu ali, incrédula, rindo e quase morrendo com a falta de ar, um bar inteiro a olhar para nós os três enquanto eles contavam as suas aventuras... Ainda os homens conspiram sobre as idas das mulheres à casa de banho em conjunto... Porquê? Ali não há urinóis descascados, ou com bolas de naftalina nem com as tais chapas que impedem as vossas aventuras... quanto muito há a falta de papel higiénico e o termos de nos limpar com os papéis grossos de limpar as mãos ou pensos higiénicos não tão higiénicos colados nas paredes por gente sem educação. Ali, só há uma casa de banho... mais ou menos limpa, mas não um parque de diversões!
Eu disse-vos que esta conversa vinha parar aqui ao blog... não tanto pelas histórias contadas mas porque sabe bem rir daquela maneira... sabe bem descomprimir e esquecer os problemas, estar no meio de quem se gosta e guardar este momento na memória para termos força de enfrentar uma nova semana... Venham mais dias assim... ou noites... com ou sem ida à casa de banho =).
Gosto de...
... dias assim... cinzentos, chuva, o som da madeira a crepitar na lareira, música de fundo... gosto mais ainda de ir para a rua e levar com a chuva na cara... melhor só se ainda houvesse algumas folhas secas de outono para chutar... são pequenas coisas de menina que sempre existiram e ficarão comigo para sempre... mas já não há folhas assim como já não sou a mesma menina. Os sonhos cresceram ávidos de sede para serem cumpridos, as asas (como alguém disse), compridas demais para a liberdade presente, mas pequenas para os voos altos que desejo. Não me importo. Sei que um dia vão ser meus. Sei que um dia a distância vai ser menor, as estradas ligarão os meus destinos e os sonhos, estarão ao virar da esquina... já dizia o meu sábio avô: " Saber esperar é uma grande virtude..." e por isso espero... ouvindo a chuva nos vidros e o vento nas árvores numa doce melodia que me embala, dando repouso aos meus pensamentos.
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