segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pensamento do dia

E pronto... de volta à Alemanha depois de seis dias  em Portugal... Obrigada a todos os que contribuíram para uma óptima e feliz estadia aí! Já tenho saudades! :´)*

segunda-feira, 23 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Pensamento da tarde

O dia hoje está triste... É uma primavera envergonhada esta mas também não se esperava outra coisa depois das acções que tantas vezes fomos alertados para não fazer mas que continuamos a insistir... Nada disso me interessa neste momento. Estou mais interessada no fascínio que sempre sinto por dias assim... estar em casa sentada a beber um café quente enquanto pela janela que me separa do frio, vejo o vento varrer as árvores nuas e as pessoas de carapuço na cabeça.
O estranho é que nunca tinha parado para sentir esta imagem, fora de casa e hoje, foi a primeira vez que o consegui fazer... Aqui no silêncio e paz de uma casa que não é minha, não me lembro da hora porque o dia esteve sempre assim, dei por mim numa amistosa sensação de conforto entre frio e calor, vento e abafo... e surpreendentemente tudo fica mais bonito... o pensamento pára, o coração sossega e o corpo agradece o relaxe... eu que o diga... em dias agitados como estes (nos últimos 2 meses), sabe bem não pensar em nada, não me preocupar e nem sequer me mexer... Venham dias assim que eu não me importo nada de, de vez em quando, ter uma pausa que saiba realmente a pausa.

sábado, 14 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Um Dia Isto Tinha Que Acontecer, por Mia Couto (Thank´s Daddy)

"Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Because, sometimes...

... all i need is this... someone to hold me and say: I'm here! And i will say to you: I will always be here for you! <3

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Strange days...

Os dias aqui são estranhos. Sair à rua e ainda não compreender tudo o que dizem (a mim ou aos outros), dá espaço ao silencio necessário para me concentrar... Não perceber é como não ouvir, e isso, é um sossego de vez em quando... Mas também sinto saudades... de passear nas ruas e ouvir os demais em conversas desinteressantes, só pela melodia do sotaque que cada vez mais perco, de estar no café e me pedirem o jornal ou o isqueiro, sem ser sob a forma de "Zeitung" ou "Feuerzeug"...
Saudades de um bom "expresso", sem ter que apanhar um autocarro, de ler um jornal, que embora cheio de desgraças, eu consiga entender desde a primeira palavra lida até à última...
Sei que tudo isso se ultrapassa mas há dias assim, em que a saudade aperta...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Música da noite



"A revelation in the light of day
You can't choose what stays and what fades away
And I'd do anything to make you stay
No light, no light
Tell me what you want me to say (...)

You want a revelation
You want to get "right"
But it's a conversation
I just can't have tonight
You want a revelation
Some kind of resolution
You want a revelation (...)"

For you

Because there are days when we should not talk to anyone ... because there are days when everything we say goes contrary to what we mean ... you´re right ... we are not anything to each other ... we're just two people lost in the midst of so many others ... We are two in the same space of land, a different plan and dimension ... and I seek without finding, the common door that will take us to the meeting but all I can is to cut ties ... And yes, you´re right, i don´t owe you any explanation... but if i want, will it make a diference? If i say "sorry", will you forgive me?
Yes.. there are days like this one... where my days are so bad that eventually turn your too ... And if i could say or do something to change it, i would... so, sorry...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Porque de tão azeiteira, torna-se especial...



" No one here is alone, satellites in every home
Yes the universal's here, here for everyone
Every paper that you read
Says tomorrow is your lucky day
Well, here's your lucky day (...) "

Ovos de Páscoa

E é assim... que mais uma Páscoa passa... desta vez foi diferente... nas ruas não se ouve o compasso, não se vêem beatas, não há peditório de porta em porta, não há amêndoas... E foi aí que dei por mim a pensar... eu que nunca dei importância à Páscoa, que nunca fiz questão de ter essa tradição (apenas quando os meus avós eram vivos), este ano senti falta dela... senti falta de ir à janela cuscar o compasso a passar, longe das vestes e tradição de outrora, senti falta das amêndoas que raramente como, do repasto que a minha mãe faz... talvez por estar longe... talvez por isso, este ano dei por mim a ser mais católica do que alguma vez fui... Ou pelo menos a achar que era... A Páscoa aqui são os ovos de chocolate, os ovos coloridos, os coelhos, as decorações mas raramente uma festa católica... aqui escondem-se os ovos para as crianças e à tarde dá-se um passeio de roupa lavada e banho tomado...
Este ano, a minha Páscoa foi ligar à minha mãe para que ela me contasse o que iam fazer e depois, sentar-me num banco à beira do rio, de café em mão a ver a procissão de famílias que por ali passavam... e não é que o compasso passou? Diferente e sem sineta, sem menino Jesus ao colo nem crucifixo, apenas um homem e a sua família a gozarem de uma tarde de sol...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Olha nós ;)

E foi assim... que terminou um fantástico fim de semana de "matança" de saudades de casa! Tenho pena que tenha acabado mas já valeu a pena. Obrigada a ti por teres passado por cá, por seres como és e por me alegrares a todo o momento... fiquei muito feliz e muito mais forte para continuar a minha luta*****